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Sisu muda perfil da Medicina

MAIS DA METADE dos aprovados pelo Sisu na instituição vêm de São Paulo e outros 11 são de outros Estados. Adesão ao sistema nacional de seleção faz com que proporção total de estudantes de fora do Rio Grande do Sul passe de 10% para 15%

30-01-2015

A adoção do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) começou a mudar o perfil dos estudantes da instituição. No curso mais disputado, o de Medicina, mais da metade dos aprovados via Sisu são de São Paulo. A informação foi divulgada pela Rádio Gaúcha.

Dos 42 estudantes selecionados para o curso na UFRGS, 23 declararam São Paulo como o Estado de origem, o que corresponde a 54,7% do total. Outros oito selecionados são gaúchos (19%) e três são paranaenses. Ainda há selecionados de outros cinco Estados. O sistema federal passou a preencher 30% das vagas na instituição este ano.

Os números do Sisu são bem diferentes dos registrados no vestibular tradicional. No exame deste ano, apenas sete dos 98 aprovados em Medicina são de fora do Rio Grande do Sul, o que corresponde a 7,14%. Levando-se em conta todos os cursos da UFRGS, houve predomínio de estudantes gaúchos selecionados via Sisu. Das 1.645 vagas, 985 devem ser ocupadas por alunos do Estado, o que representa cerca de 60% (veja o mapa ao lado). No vestibular tradicional, do total de 3.880 aprovados, apenas 150 são de fora do RS, o que representa 3,8% do total.

CENÁRIO PODE TER ALTERAÇÕES APÓS RESULTADOS EM SÃO PAULO

De acordo com o reitor Carlos Alexandre Netto, além de Medicina, outros 15 cursos (considerados os mais concorridos) tiveram predomínio de estudantes de fora no Sisu – incluindo engenharias e da área da saúde. Para Netto, a presença desses alunos deve qualificar o ensino na universidade.

– Nós estamos preparados, mas, mais do que isso, muito motivados para receber esses estudantes, que fizeram um excelente exame pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que, com certeza, vão qualificar esses cursos – disse.

Para o reitor, o fato de cursos da UFRGS estarem entre os melhores do país reforça a procura pela instituição. As matrículas para os estudantes via Sisu devem ser feitas a partir desta sexta-feira.

Ana Paula Dibbern, coordenadora-pedagógica do Instituto Henfil, ONG que promove cursos preparatórios em São Paulo, entende que o alto número de paulistas aprovados é resultado do maior número de inscritos. Para ela, o nível de escolas paulistas não é muito diferente dos das gaúchas. Ana, entretanto, faz uma ressalva. Para ela, a aprovação de mais alunos do Estado ao Rio Grande do Sul é consequência da maior quantidade de candidatos paulistas, mas isso não significa que todos irão se matricular:

– Nos próximos dias, sai o resultado do vestibular de universidades de São Paulo como Fuvest e Unicamp. Aprovados tanto no vestibular quanto no Sisu em outro Estado deverão optar pela matrícula em SP. Haverá um mexe grande na segunda chamada da UFRGS. É provável que entrem mais gaúchos.


Instituição vai avaliar desempenho

Em 2014, menos de 3% dos alunos que ingressaram na universidade pelo vestibular eram de fora do Estado. Se todos os estudantes aprovados via Sisu e vestibular confirmarem a matrícula, a previsão é de que o percentual salte para 15% em 2015.

Netto garante que a universidade tem condições de receber os estudantes de fora, que, em muitos casos, devem precisar de auxílio estudantil – como moradia – para residir em Porto Alegre. A instituição já pediu ao Ministério da Educação (MEC) a ampliação das verbas de assistência aos estudantes, o que ainda não se confirmou.

O reitor não acredita que o corte de gastos no MEC possa impactar no projeto, que é considerado prioritário pelo governo federal.

O Conselho Universitário deve discutir este ano a ampliação da reserva de vagas pelo Sisu, mas a ideia da instituição é, primeiramente, acompanhar o desempenho acadêmico dos novos estudantes, antes de pensar em acabar definitivamente com o vestibular tradicional.

– É muito cedo para pensar em deixar de lado totalmente o vestibular. Nós devemos ter por algum tempo a convivência dos dois sistemas. Quando a comunidade estiver decidida por outro sistema, aí vamos implementar.

Veículo
Zero Hora

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