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Para Simers, usuários do IPE podem acabar no SUS

Presidente do sindicato entregou ao governador propostas para a área

28-01-2015

O governador do Estado, José Ivo Sartori, teve ontem, no Palácio Piratini, seu primeiro encontro oficial com o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes. Na audiência, Sartori e o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, receberam 12 propostas formuladas pelo Simers para melhorar a área. 

Entre os principais assuntos tratados, a crise enfrentada pelo IPE-Saúde, que gerou atrasos nos pagamentos de serviços médicos e o cancelamento de consultas. Cerca de sete mil profissionais são credenciados ao plano. Para Argollo, o governo precisa tomar alguma providência para solucionar o problema, caso contrário, os 10% da população gaúcha que utilizam o IPE acabarão nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Temos uma grande preocupação em relação ao IPE. Ele vem aos poucos perdendo profissionais e hospitais. Então, precisará ser revigorado, não só para os usuários, mas para a população em geral, pois cerca de um milhão de usuários do plano podem acabar sobrecarregando ainda mais o SUS”, afirmou o presidente do Simers. 

Outra pauta foi a área da saúde mental e a necessidade de investimentos no Hospital Psiquiátrico São Pedro, transformando-o em um instituto de psiquiatria. Para Argollo, o Estado já tomou providências interessantes, como a revisão da política de saúde mental. “Estamos em plena epidemia de crack e o governo anterior vinha fechando leitos. Precisamos fortalecer o São Pedro, que é referência no atendimento e de grande qualidade no ensino de residentes”, alertou. Segundo ele, revitalizar o hospital pode melhorar consideravelmente a questão do crack. 

Mesmo sem nenhuma definição sobre as pautas apresentadas, o presidente do Simers considerou positivo o encontro. “O governador disse que teremos muito para brigar pela frente, o que eu concordo plenamente. De qualquer forma, existe disposição dos dois lados para construir soluções para a saúde”, completou.

Secretário diz que repasse de valores a municípios ainda é incerto

Após a reunião, o secretário João Gabbardo dos Reis garantiu que está assegurado o investimento de 12% do orçamento para a saúde. Contudo, disse que o pagamento das dívidas do governo anterior com os municípios continua sendo analisado.

Atualmente, o Estado tem um débito de R$ 208 milhões com as prefeituras. A Secretaria Estadual da Saúde avalia o repasse de R$ 45 milhões aos municípios, valor correspondente aos programas de dezembro de 2014, incluindo o 14º salário dos agentes comunitários. 
Em relação aos hospitais, a dívida é de R$ 64,6 milhões, referentes aos meses de outubro e novembro. A pasta informou que o atraso no repasse de recursos do SUS a hospitais, municípios e prestadores de serviços é consequência do comprometimento financeiro, em 2014, acima da capacidade. 

“Esse assunto nos preocupa efetivamente. Havia, inicialmente, um entendimento de pagamento para os municípios dos incentivos de dezembro, como já foi feito com os hospitais. Mas isso ainda está sendo analisado e não existe definição”, afirmou o secretário. De acordo com ele, sobre os atrasados de meses anteriores, alguns desde março de 2014, ainda não há nenhuma proposta ou estudo. 

Os valores atrasados, alguns desde março de 2013, são destinados a programas e serviços como a Farmácia Básica, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

Em relação ao IPE, a Secretaria da Fazenda disponibilizou ontem R$ 37 milhões para o pagamento de serviços prestados  entre 21 e 31 de dezembro. Com essa segunda liberação, em pouco mais de uma semana, foram repassados R$ 124 milhões ao IPE, permitindo pagar, por exemplo, médicos.

Veículo
Jornal do Comércio

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