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Entrevista - Enfermeira narra luta contra o vírus ebola na Libéria

“Com o ebola, você não sabe que resultado esperar”

30-11-2014

Halima Husein, voluntária que esteve na Libéria, conta como a epidemia paralisou o país
Durante três semanas, a enfermeira Halima Husein, 37 anos, graduada pela Universidade de Rio Grande (FURG), atuou na linha de frente do combate à epidemia de ebola em Monróvia, capital da Libéria. Voluntária da organização não governamental Médicos sem Fronteiras, a gaúcha de São Jerônimo tem experiência em missões difíceis em países pobres e afetados por guerras e catástrofes, como Etiópia, Iêmen, Líbia e Sudão do Sul. Desta vez, porém, o desafio foi maior: o vírus, que já vitimou mais de 15 mil pessoas na África Ocidental, pôs em colapso o sistema de saúde de Monróvia.

– Você vai ver a morte todo dia – resume Halima, que colabora com a MSF desde 2009.

Na quinta-feira, de passagem por Porto Alegre, a enfermeira relatou a passagem pela Libéria e analisou os desafios do combate ao ebola. A seguir, os principais trechos:


Quais são, em sua opinião, os maiores erros a respeito de ebola que precisam ser esclarecidos?

A contaminação. Todo mundo acha que a pessoa que chegou da África, em geral, está contaminada com ebola. Ebola não se pega assim tão fácil, não é pelo ar e não é só pelo toque. Para que haja contaminação com ebola, tem de haver troca de fluidos. Ou transpiração, ou diarreia, ou vômito, ou sangue, ou saliva, ou lágrima. Tem de haver a troca de fluidos, senão não vai ter comunicação.

Você disse que havia divisão entre área de risco e de pequeno risco. Mas e se, por exemplo, há resíduo de saliva?

Se o paciente tem um celular dentro da área, esse celular fica ali. No momento em que um paciente se cura e vai embora, tem um processo bem complexo para poder sair. Tudo o que ele está vestindo e usando dentro daquela área de grande risco, vai ficar lá e ser queimado. Nada vem para o outro lado. E eu, no momento em que entro, nunca toco em nada sem as luvas. E no momento que eu toco em um paciente, eu vou lá e lavo as mãos antes de falar com outro. Assim, dentro do centro eu me sentia mais segura do que em qualquer outro lugar, por causa dos protocolos de segurança. Infelizmente, muitos colegas locais se contaminaram porque voltavam para suas comunidades, para suas famílias.

Vocês sabiam em que bairros da cidade se concentrava a epidemia?

Havia alguns focos, mas não dá para dizer que nos mais pobres ou nos mais ricos. Estava todo mundo tentando tomar cuidado. Kits para desinfecção estavam sendo distribuídos: você entrega baldes e cloro para a pessoa colocar na água. Então muitas pessoas já estavam seguindo isso, até a regra de não tocar no outro. Porque lá a cultura é muito de abraçar e tocar. É aí que ocorre a contaminação. Grande número foi contaminado nos funerais.

Os protocolos devem indicar algum tipo de caixão, de funeral?

O que o Médico Sem Fronteiras estava implantando era cremação ou funeral em áreas isoladas, impedindo que a família tocasse no corpo, porque na hora do funeral eles abraçam, lavam o corpo, beijam. E nesse momento o morto está com sangue, com resquícios de vômito, com resquícios de qualquer outro fluido. Muita gente se contaminou nos funerais. A Médicos Sem Fronteiras está tentando diminuir isso através da cremação para todos os que morrem no centro. Mas culturalmente, para eles, é inaceitável a cremação. Então é uma briga para as famílias aceitarem, e muita gente não estava mais levando os seus doentes para o centro porque sabiam que não iam ter o corpo de volta.

O ebola deve chegar ao Brasil?

O risco nunca é zero. Para nenhum país, não só para o Brasil. Mas a gente não pode comparar o Brasil com a Libéria. O sistema de saúde do Brasil não é igual ao de lá. Por mais que a gente reclame do nosso sistema de saúde, temos hospitais, um sistema público onde pode haver atendimento. Lá, quando começou a epidemia, eles nem sabiam o que estavam tratando. Muita gente se infectou e morreu. Então acho que aqui, se for feita uma campanha de informação, de educação, o povo vai entender. Assim como fazem para a dengue. Faz-se a campanha, ensina-se como fazer a prevenção e acho que a maioria do povo consegue cumprir. Lá, até a cultura é diferente

Pelo menos a existência da epidemia era conhecida por todos.

Sim. Você andava nos carros, ligava o rádio, o governo mandava mensagens dizendo: “Não vamos esquecer de lavar as mãos com cloro, não vamos esquecer de não sentar um do lado do outro no carro”. Só que eles vivem em comunidades pequenas. Vou dar um exemplo: aconteceu de chegar no hospital uma ambulância com quatro crianças. Elas estavam doentes, mas não era ebola. O que aconteceu é que os chefes da comunidade viram que o pai e a mãe dessas crianças morreram de ebola, então acharam que as crianças poderiam estar contaminadas, colocaram-nas em uma ambulância e levaram para o centro. E lacraram a casa, como se dissessem: “Vocês não voltam mais”. As crianças chegaram no nosso centro, não tinham ebola e não tinham para onde ir.

A cidade, a sociedade, o governo funcionam?

Sinceramente, eu não tinha como ver muita coisa. Por questão de segurança, a gente não podia se movimentar, ver como era. Mas pelo que entendi dos profissionais que trabalhavam comigo, eles sabiam o que estava acontecendo, mas muita gente não aceitava. Como estava em 70% o índice de mortalidade, achavam que as pessoas que vinham para o centro o faziam para morrer. Começaram a ficar com medo de mandar os doentes para lá.

É uma questão pública.

E da cultura. Para se fazer comparação com o Brasil, não tem como. Porque lá, no momento em que os médicos e enfermeiros começaram a se contaminar, eles fecharam todos os centros de saúde. Quer dizer, se uma mãe tinha um filho com sarampo, ela não tinha onde levar para atender.

Quantos hospitais atendiam pacientes de ebola?

Tinha o Redemption, tinha o nosso centro, eram uns dois ou três que estavam se prontificando a atender ebola. Mas era só ebola.

E os outros, se a pessoa tinha um outro problema?

Não tinha onde atender. Porque as pessoas estavam com medo de não estar preparadas. Ou de que fosse ebola e eles se infectariam porque não tinham o material de proteção – muitos funcionários da área da saúde morreram por isso.

Quer dizer que se a pessoa, no trânsico, se acidentasse, não tinha onde ser atendida?

Poderiam levar para algum centro que fizesse atendimento rápido. Mas os funcionários de saúde estavam todos com medo.

Isso significa que o sistema entrou em colapso.

Entrou totalmente em colapso.

É pior que uma guerra.

Comparando com a guerra da Líbia, ou na Síria, para mim foi muito pior.

Se fosse convidada, você voltaria para a África Ocidental para trabalhar na questão do ebola?

Neste momento, eu não sei se voltaria. Não por ter medo de me contaminar, mas por ter visto tanta morte, tanta família destruída por essa doença. Para mim, foi muito chocante. Nas três semanas em que fiquei lá, cansei muito, psicologicamente falando. Muito. De ver, de ter de lidar com aquele tipo de situação, não só com a doença, mas saber que você nem tem muito o que fazer com aquela criança ou com aquela pessoa mais velha. Não tenho como dizer agora, neste momento, “eu vou”. Na verdade, eu não sei.

O que você aprendeu lá?

Aprendi que a gente tem de dar mais valor para tudo. Aprendi isso com todos os projetos em que trabalhei, mas nesse eu consegui ver que, realmente, tudo passa muito rápido, a morte está ali do nosso lado e a gente não tem como saber o que vai acontecer. Então, é preciso aproveitar melhor as pessoas, a nossa própria vida, dar valor para o que a gente tem. Porque, enquanto não houver tratamento direto de ebola ou vacina, vamos continuar perdendo pessoas assim, como se fosse mágica.

Como começou sua relação com a organização Médicos Sem Fronteiras?

Eu estou trabalhando com a organização já há quase cinco anos. Trabalho em um projeto, volto para casa, descanso um pouco e já me integro a outro. Desde a faculdade de Enfermagem, eu vinha procurando algum trabalho humanitário. Demorei um pouco porque se precisa ter experiência. Mesmo que vá trabalhar em outra ONG é preciso ter uma experiência de trabalho, de enfermagem mesmo, em hospital. Levei quatro anos para decidir se queria realmente enfrentar essa parte do trabalho humanitário.

De que projetos participou?

Fui para a Etiópia em dezembro de 2009. Fiquei três meses lá. Em 2010, fui para o Iêmen e fiquei oito meses. Em 2011, fiquei dois meses na Líbia. No mesmo ano, fui para o Líbano também – fiquei um mês, foi um projeto curto. Depois, fui para o Paraguai e fiquei nove meses, em 2012. Fui para o Sudão do Sul, onde fiquei três meses, em 2013. E fui para a Turquia, onde fiquei três meses e meio, também em 2013.

Como você compara a experiência recente na Libéria em relação à vivência anterior? Esse projeto parece ter sido um pouco mais complexo.

Foi o período mais curto, de três semanas. Mas foi o mais intenso, o mais cansativo física e psicologicamente. Durante os outros projetos, eu não via tanta morte. Claro, tem gente doente, mas ao mesmo tempo tínhamos como prover o tratamento tanto para feridos de guerra quanto para pessoas com doenças crônicas. Eu sabia que ia chegar lá, dar um medicamento e ver uma evolução daquela pessoa. No caso do ebola, é um pouco diferente. Você vai lá e faz um tratamento paliativo, diminui a dor, diminui os sintomas e não sabe que tipo de evolução a pessoa vai ter. Assim como pode evoluir para uma hemorragia e morrer na sua frente, pode evoluir para uma hemorragia e, de repente, começar a melhorar. Você não consegue ter uma expectativa do que vai acontecer. Um paciente estava conversando comigo e, cinco minutos depois, estava no chão. Uma criança chegou a ter hemorragia e ficou três semanas fraca, com diarreia, vômitos e febre alta, e conseguiu melhorar e ir embora. Tem essa coisa de não se poder esperar por algum resultado. Tem que simplesmente fazer o que se pode e ver o que vai acontecer.

Como é o paciente de ebola?

Havia pessoas que chegavam já muito fracas, totalmente apáticas, mal conseguiam dizer o próprio nome. As pessoas ficam extremamente debilitadas, não têm vontade de fazer nada. O vírus deprime todo o organismo. E tinha aqueles que eram positivos para ebola e que não apresentavam sintomas e faziam de tudo para poder ajudar esses que estavam um pouco mais fracos. A gente vê de tudo. Não é um tipo de paciente que se vê lá dentro, são vários tipos: aqueles que tentam ajudar os mais fracos, tem aqueles que tentam te ajudar.

Vocês, evidentemente, usavam o equipamento de proteção individual.

Dentro do hospital, a gente tinha as áreas de pequeno risco e as áreas de grande risco. As de pequeno risco eram onde a gente passava o dia inteiro, com uma separação de dois metros de distância do paciente. Nessa área, não há necessidade de usar o equipamento. No momento em que você vai entrar na enfermaria, para falar com o paciente e tratar diretamente com ele, aí sim é obrigado a vestir a roupa de proteção.

E isso cria alguma dificuldade lidar com o paciente?

Com certeza, porque é uma roupa muito grande, pesada e quente. A locomoção já fica mais limitada. A visão também, porque se tem de colocar aqueles óculos de cirurgia. O próprio paciente, ele quer saber quem é você, quer conversar contigo. Ele só visualiza os olhos. A gente bota o nome em cima da máscara. Comigo, eles normalmente liam o meu nome e me chamavam pelo nome. Tentavam ter um nível de conversa, para saber de onde eu era. Você tenta conversar, segurar na mão mesmo utilizando dois pares de luvas, sem a mesma sensibilidade.

Vocês atendiam crianças?

Muitas. Na minha enfermaria havia muitas crianças.

Pode contar algum caso?

Na minha enfermaria eu tinha quatro tendas com 60 leitos. Duas tendas eram específicas para famílias, mães que chegavam com as crianças, ou pais, ou tios. Então, muitas vezes a gente perde a mãe, ou o pai, e a criança fica sozinha. Ou a criança morre e tem um irmãozinho de quem há quem cuide. Foram vários casos. Houve um menininho de seis meses, Augustin, que chegou ao centro com a mãe e os irmãos. Todos com sintomas. Só que, na hora de fazer o exame, a mãe e os irmãos deram negativo. Não estavam com ebola. E o de seis meses estava.

Eram quantos irmãos?

Não tenho muita certeza, mas acho que havia mais dois. E a mãe teve de ficar do lado de fora. Tive de levar essa criança para a enfermaria em que eu estava. É preciso isolar essa criança dos familiares. Ele ficou lá com a gente, tinha febre e diarreia o tempo todo. Só que outras mães, que estavam doentes, se propuseram a cuidar dele. Toda vez que uma tinha alta, passava para outra a responsabilidade de cuidar dele. A mãe dele morreu do lado de fora, disseram que estava com malária. E as outras duas crianças foram mandadas para um abrigo até encontrar parentes. E ele morreu lá dentro.

Como você lidava com isso?

Eu já vinha de outros projetos da Médicos Sem Fronteiras, claro que não tão intensos como o ebola. Mas trabalhar com crianças, ver crianças morrendo por desnutrição ou por malária, já te deixa um pouco mais resistente. Isso cria uma barreira de proteção naquele momento para poder lidar com o paciente, porque você precisa se proteger de alguma forma para aguentar aquele tempo lá. Você vai ver crianças ou idosos (porque havia muitos idosos morrendo), vai ver a morte todos os dias. Até porque tinha gente lá que ficava mais tempo, quatro semanas, cinco semanas.

Você se correspondia com a sua família?

Eu moro com a minha mãe, tenho muitos sobrinhos e isso também te deixa muito sensível na hora de ver as crianças com quem você trabalha. Eu falava com eles quase todos os dias, porque, graças a Deus, nesse projeto tinha internet, tinha telefone. Tinha como manter a comunicação, até para dizer: “Olha, eu estou bem, não se preocupem comigo”. Ou para poder desabafar, porque lá mesmo você não vai se sentar com os colegas, que também estão passando pelo mesmo problema, e dizer: “Ai meu Deus, vou chorar agora”. É mais fácil fazer esse tipo de coisa com a família.

Como a sua família reage?

A minha família já estava preparada. Antes de eu ir para o projeto, eu tinha conversado com eles, tinha explicado o que era o ebola. Já tinha falado sobre contaminação, até sobre os protocolos de segurança. E a Médicos Sem Fronteiras me mandou para um treinamento, depois que eu saí do Brasil, em Bruxelas, Bélgica. Meus familiares já estavam mais seguros do que eu ia fazer. Sabiam que, com esse treinamento, eu estava habilitada a aplicar esses protocolos de segurança. Eu ia aprender como colocar a roupa, como fazer desinfecção. Não digo que não estavam com medo, mas estavam mais tranquilos.

A questão de como lidar com o equipamento parece crucial. Há pelo menos um caso, o de uma enfermeira espanhola, em que a contaminação teria ocorrido ao tirar o equipamento. Pode falar um pouco disso?

Você coloca primeiro as botas, essas tipo galocha, depois o macacão impermeável, que é bem fechado, depois a máscara respiratória, depois tem outra máscara por cima que é pra proteger a cabeça toda, e aí dois pares de luvas por cima da roupa.

Você faz tudo isso sozinha?

Não. Tem sempre um colega que te ajuda a se vestir e a lembrar o que você esqueceu. Tínhamos salas para trocar de roupa, e sempre nessas salas havia duas pessoas para auxiliar. Nesse momento, o colega diz o que está faltando. Em tudo eles ajudam, e antes de entrar, checam para ver se você está com tudo. Porque às vezes você esquece do avental, da máscara respiratória ou de outra luva. Já quando você está saindo, vai para outra área onde as pessoas vão fazer a desinfecção com cloro da roupa, e são essas pessoas que vão lhe guiar e dizer o que tirar primeiro. Primeiro desinfetam com cloro toda a roupa. Aí o colega fala: “Tire primeiro o par de luvas. Lave as mãos. Tire a máscara. Lave as mãos”. A pessoa vai lhe dizer passo a passo o que fazer.

Quanto dura esse processo?

Às vezes, demora 15 minutos. Dependendo do cansaço e da dificuldade para tirar a roupa. Você também não pode tocar em si mesmo. Quando está tirando o macacão, tem de manejar com os pés também. Então, às vezes demora um pouco mais. E você pode ficar no máximo uma hora e meia usando esse equipamento, por causa do calor. Como é um macacão impermeável, tudo que se transpirou vai ficar ali dentro. Você sai pingando, como se tivesse tomado uma ducha.

Os turnos eram de 12 horas. Tinha de trocar o equipamento a cada hora e meia?

Cada equipe entrava só uma vez no turno da manhã e uma no turno da noite. Sempre tinha alguém entrando para ver o paciente. Eu tinha uma equipe por turno com 14 ou 15 pessoas, e dividia essas pessoas. Três ou quatro iam para o café da manhã e para o almoço. Outra equipe de três ou quatro pessoas ministrava medicamentos. Outra equipe fazia cuidados de enfermagem, e outra, a ronda médica. A gente se dividia. Você não pode ficar com a roupa por muito tempo. E não tem como sair e voltar, porque você sai desidratada. Tem de tomar, no mínimo, duas garrafas de água quando sai.

Mesmo com a refrigeração?

O centro não é refrigerado. São tendas grandes. O hospital foi improvisado pela Médicos Sem Fronteiras. Todas as enfermarias estão em tendas e são muito quentes, colocaram até ventiladores por causa dos pacientes.

Qual era a temperatura durante o dia?

Quarenta graus. Dentro da roupa, você sentia como se fosse mais. Até porque, como é impermeável, não há como liberar aquele suor. Às vezes, eu ficava uma hora. Às vezes, com sol muito forte, o suor começa a pingar nos olhos e você não enxerga mais nada. Tem de sair. Aí você pega o seu colega, porque ninguém entra nem sai sozinho. Quem entrou contigo vai sair contigo. Então, se você não terminou o seu trabalho, chega lá fora e fala para a outra equipe: “Olha não terminei de fazer isso e aquilo, então, por favor, vão fazer”. É bem organizado em termos de divisão de trabalho. A gente tentava se ajudar de alguma forma. Se alguém tivesse de entrar duas ou três vezes, não tinha importância, mas a gente tinha de dar uma hora ou hora e meia de descanso para aquela pessoa.


ENTREVISTA: HALIMA HUSEIN POR LUIZ ANTÔNIO ARAUJO | LUIZ.ARAUJO@ZEROHORA.COM.BR

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