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Rio ganha mais uma unidade de captação de órgãos para transplantes

Atualmente, existem cerca de 900 pacientes na espera por um transplante de rim, 200 aguardando por um fígado e, coração, 15 pacientes estão na fila

24-10-2014

O Rio de Janeiro tem mais uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) para descentralizar e aperfeiçoar o processo de captação de órgãos e tecidos destinados ao Programa Estadual de Transplantes (PET). A terceira unidade foi inaugurada hoje (23) no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no noroeste do estado. Duas OPOs já funcionam no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá, na zona sul do Rio; e no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, na zona norte.

“São polos de captação que fazem com que tenhamos mais eficiência. Já saímos de uma fase de quatro a cinco doadores por milhão de população, e estamos atualmente com 17 por milhão de população. Um aumento muito grande que proporcionou um crescimento expressivo no número de transplantes. O Rio de Janeiro fazia uma média de 250 transplantes de órgãos por ano, e este ano a expectativa é chegar próximo a 650 transplantes”, disse em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Programa Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde, Rodrigo Sarlo.

Ele informou que ainda este ano será criada mais uma unidade e, em 2015, o quadro ficará completo com cinco delas, que terão capacidade de cobrir todas as áreas do estado. A OPO de Itaperuna vai poder captar órgãos em hospitais de 26 municípios das regiões dos Lagos, norte e noroeste fluminense. “As unidades vão conseguir, principalmente, em Itaperuna, uma região de 2 milhões de habitantes, distante da capital, uma ação mais efetiva nos municípios próximos”, disse.

O PET foi fundado em 2010 com o objetivo de aumentar o número de doações e, em consequência, o número de transplantes no estado. Para Rodrigo Sarlo, a capacitação das equipes, incluindo o treinamento com especialistas de Barcelona, na Espanha, o aumento no número de profissionais envolvidos, o serviço do Disque-Transplantes (155) e a melhoria na comunicação, são ações que permitiram a quebra de recordes nos números anuais de atendimentos do programa.

“A carência de órgãos é um problema mundial. Na verdade, faltam órgãos para as pessoas. Existem pessoas morrendo nas filas de espera. O que estamos fazendo, com o aumento no número de doações, é aumentar o número de transplantes. O que queremos é que as pessoas se interessem e acreditem que o transplante é o melhor tratamento para as doenças terminais. O que queremos é salvar mais vidas”, ressaltou.

Segundo Sarlo, o órgão mais procurado em nível mundial é o rim, e, por isso, é o que tem o maior número de transplantes, e vai continuar com essa tendência. “Existem 10 mil pacientes fazendo hemodiálise no Rio de Janeiro, e a gente quer ser capaz de poder fornecer para um maior número de transplantes possível, para todos os pacientes que aguardam um rim”, acrescentou.

Atualmente, existem cerca de 900 pacientes na espera por um transplante de rim, 200 aguardando por um fígado e, coração, 15 pacientes estão na fila. “Essas doenças são graves e infelizmente as pessoas morrem na fila de espera. Então, existe o fator de renovação da fila das pessoas que estão entrando e das que estão morrendo infelizmente. Por isso queremos aumentar progressivamente o número de doações, para que as pessoas possam receber os órgãos e sobreviver”, disse.

As notificações de órgãos continuarão a ser feitas ao PET por meio do Disque-Transplantes (155). Para ser um doador, de acordo com Sarlo, a primeira medida é a pessoa informar esse desejo à própria família. “Para quem quer ser doador, é só conversar com a sua família e manifestar a vontade de ser doador. Na fatalidade dessa pessoa ter morte cerebral, que é a condição para doar os órgãos, a família já saber da vontade dela e autorizar a doação”, informou.

Veículo
SIS Saúde

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