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Pressão para fechar os EUA aos africanos

BARACK OBAMA E AUTORIDADES DE SAÚDE dos Estados Unidos foram duramente cobrados por congressistas americanos, que consideram acidentadas medidas para conter casos de contágio

17-10-2014

Barack Obama e autoridades de saúde dos EUA enfrentaram ontem duro questionamento de congressistas que consideram acidentada a resposta dada à epidemia de ebola. O entendimento é de que o governo tem demonstrado dificuldades em conter a disseminação da doença. Líderes do Congresso reivindicam que o presidente norte-americano feche o território americano para cidadãos dos países africanos afetados.

As críticas também se dirigiram ao diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs), Thomas Frieden, depois que veio à tona a notícia de que uma segunda enfermeira infectada com a doença no Texas foi liberada para embarcar em um voo comercial. Alguns legisladores pediram a renúncia de Frieden, e outros acusaram Obama de falta de liderança.

– A credibilidade do governo está minguando à medida que a população perde confiança com as falhas – disse Tim Murphy, que preside o Subcomitê da Câmara de Representantes para a Supervisão de Comércio e Energia.

Obama, por sua vez, prometeu uma resposta “muito mais agressiva” à ameaça de ebola nos Estados Unidos, mas insistiu que é baixo o risco de uma epidemia da febre hemorrágica em solo americano. Depois de uma reunião de crise com assessores do alto escalão da Casa Branca, o presidente reforçou a importância de ajudar países africanos a conter a disseminação do vírus, referindo-se a essa tarefa como “um investimento em nossa própria saúde pública”.

HOSPITAL ADMITE ERROS DE GESTÃO

Desde o anúncio, no mês passado, de que os Estados Unidos enviariam pelo menos 3 mil militares ao oeste da África para ajudar a combater a epidemia, Obama tem criticado a resposta internacional, considerando-a insuficiente. Ontem, o presidente autorizou o envio de reservistas para a África com o objetivo de implantar infraestrutura para enfrentear o ebola.

– Se não respondermos internacionalmente de forma eficaz, poderemos ter problemas.

O Hospital Presbiteriano de Saúde do Texas, em Dallas, onde foi feito o primeiro diagnóstico de ebola nos EUA, admitiu que houve erros na gestão do paciente morto há uma semana, o que acabou resultando no contágio de duas enfermeiras americanas pela doença.

Segundo o vice-presidente do hospital, Daniel Varga, a instituição “cometeu erros” no diagnóstico do liberiano Thomas Eric Duncan e ao passar informações imprecisas ao público. Também disse que, até a internação, os profissionais não haviam recebido treinamento para lidar com suspeita de ebola.

O paciente foi atendido pela primeira vez em 25 de setembro, apresentando febre e dores abdominais, mas os médicos permitiram que ele voltasse para casa sem levar em consideração seu país de origem. O liberiano retornou ao hospital três dias depois, quando foi isolado e posteriormente diagnosticado com a doença. A cidade de Dallas contabiliza um paciente morto, três casos confirmados e 118 pessoas com potencial de contrair o vírus, mais da metade delas formada por profissionais de saúde.

Espanha e França isolam casos suspeitos

A União Europeia decidiu verificar a eficácia dos controles contra o ebola nos aeroportos dos países africanos mais afetados pela epidemia. As verificações serão feitas em cooperação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que anunciou ontem que um grande surto no ocidente é improvável, mas que a introdução do vírus nos EUA e na Europa é uma “séria preocupação”. Contudo, não há consenso sobre as medidas de controle a serem implementadas, como Londres e Paris decidiram instaurar.

Na Espanha e na França, duas pessoas suspeitas de terem contraído ebola foram isoladas ontem por apresentarem febre. Em Madri, um passageiro da Air France foi submetido a exame médico no pouso do avião. O espanhol é membro da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, que trabalha na África Ocidental. O missionário chegou à Espanha vindo da Libéria e foi internado no hospital Carlos III, o mesmo onde está sob cuidados uma enfermeira suspeita de ter contraído ebola ao tratar dos dois pacientes que chegaram ao país em agosto e setembro.

Em Paris, uma enfermeira suspeita de ter contraído ebola foi levada para um hospital militar perto da capital com um quadro de febre alta, mas os primeiros exames deram negativo. Ela faz parte da equipe da mesma instituição que tratou a vítima infectada na África. Trata-se de outra enfermeira, que contraiu o vírus na Libéria, onde trabalhou para a organização Médicos sem Fronteiras. A voluntária retornou à França no mês passado e está em recuperação.

Veículo
Zero Hora

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