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A saúde e o cafezinho

Por César Augusto Trinta Weber, Médico

09-10-2014

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina levantou os valores informados pelas três esferas de governo na rubrica “função saúde” dos relatórios resumidos de execução orçamentária da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, ano base 2013. Os resultados revelaram que juntos, os gestores gastaram R$ 3,05/dia para cobrirem as despesas de saúde dos brasileiros. Ou seja, o valor gasto corresponde ao de um cafezinho/dia em qualquer shopping center do País.

No Rio Grande do Sul, a situação é ainda pior. Pela mesma fonte, os valores liquidados em 2013 foram de R$ 4.235.261.764,72 para uma população estimada de 11.164.043 habitantes. Esses dados representam um gasto em saúde de R$ 1,05 per capita/dia. Neste caso, o valor sequer alcançaria, nas idênticas condições, o poder de compra do mesmo cafezinho.

Essa realidade é agravada, de um lado, pelo fato de que a “função saúde” inclui o pagamento das despesas de custeio da máquina pública, o que significa ser o gasto direto em ações e serviços de saúde menor do que o apresentado. De outro, a constatação de que os municípios e a maioria dos estados investem, respectivamente, 15% e 12% dos seus orçamentos enquanto que a União contribui apenas com o aplicado no ano anterior acrescido da variação do PIB, feito que desequilibra o rateio financeiro.

O relatório World Health Statistics 2014/OMS permite a comparação do Brasil com outros países que adotam o acesso universal na assistência pública à saúde para comprovar a insuficiência de recursos destinados ao setor: Brasil (US$ 512), Espanha (US$ 2.175), Inglaterra (US$ 3.031), França (US$ 3.813), Alemanha (US$ 3.819), Canadá (US$ 3.982), Austrália (US$ 4.015).

Por tais razões é que são o financiamento insuficiente e a falta de uma gestão profissionalizada boa parte dos problemas que o SUS enfrenta para ser o sistema público de saúde com a qualidade que a população necessita e que tanto reclama.

Veículo
Jornal do Comércio

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