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Espanha coloca mais três pessoas em quarentena

Com medidas de isolamento, governo tenta conter avanço do ebola

08-10-2014

Autoridades da Espanha confirmaram ontem que mais três pessoas foram colocadas em quarentena com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus ebola. Os pacientes estão internados no Hospital Carlos III, onde uma enfermeira espanhola contraiu a doença. Outras 50 pessoas que podem ter tido contato com infectados também estão sendo monitoradas.
A enfermeira, identificada apenas como Teresa R. R., é o primeiro caso de transmissão do ebola fora da África. Ela foi contaminada ao tratar voluntariamente do padre espanhol Manuel Garcia Viejo, que retornou de Serra Leoa e morreu da doença em Madri.

O marido da funcionária, Javier L. R., não desenvolveu sintomas da doença, mas também foi internado como forma de precaução, informou o diretor de internações do hospital Carlos III, Francisco Arnalich. Uma outra enfermeira, que também tratou do padre espanhol, foi colocada em quarentena após ter diarreia, embora não tenha desenvolvido o sintoma mais comum do ebola, que é a febre.

O terceiro paciente que está em quarentena é um nigeriano que chegou recentemente ao país. O seu primeiro teste para a doença, no entanto, teve resultado negativo. As autoridades espanholas também entraram em contato com 22 pessoas de um hospital no subúrbio de Alcorcon, em Madri, onde esteve, na segunda-feira, a primeira enfermeira a ser internada, por estar com febre. O governo também está monitorando outros 30 profissionais de saúde que trataram do padre espanhol.

Em entrevista à rádio Cadena SER, Fernando Simon, coordenador para emergências sanitárias do Ministério da Saúde espanhol, contou que a enfermeira tem quadro estável e não corre risco imediato de morte. Ele disse ainda que a paciente não apresenta sintomas além de febre e que está “relativamente calma”.

Cerca de 20 profissionais de saúde do Hospital Carlos III protestaram ontem, em meio a alegações de representantes do sindicato de que o governo não está fornecendo equipamentos de proteção e treinamento adequados.

Mais casos na Europa são ‘inevitáveis’, afirma OMS

Mais casos de ebola vão se espalhar pela Europa. A afirmação é da diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) no continente, Zsuzsanna Jakab. Segundo ela, “é algo bastante inevitável que tais eventos ocorram no futuro, por causa do grande número de viagens tanto da Europa para os países afetados como no sentido inverso”.

Contudo, Zsuzsanna ressaltou que o continente está preparado para controlar a doença. “A coisa mais importante é que a Europa ainda se encontra em risco baixo e que a parte ocidental da região europeia em particular é a mais bem preparada do mundo para responder a febres virais hemorrágicas, incluindo o ebola”, completou.

Brasil vai aumentar ajuda no combate ao vírus na África

O Brasil deve anunciar nesta semana uma ajuda adicional para o combate ao ebola na África. A decisão atende um pedido feito à presidente Dilma Rousseff pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante assembleia-geral das Nações Unidas, há duas semanas.

Na manhã de ontem, o tema foi discutido em reunião entre os ministros Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), Arthur Chioro (Saúde) e Celso Amorim (Defesa), além de representante da Secretaria-Geral da Presidência.

A expectativa é que equipamentos, alimentos e recursos financeiros sejam enviados à região. O volume de doações do Brasil foi criticado recentemente por ONGs que atuam no continente africano. Enquanto o País doou R$ 1 milhão, Índia destinou US$ 12 milhões à causa, África do Sul, US$ 3 milhões, e China, US$ 36 milhões.

Veículo
Jornal do Comércio

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