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Você sabe identificar os sintomas de depressão em idosos?

27-09-2021

A terceira idade é conhecida como a melhor idade. No entanto, estudos recentes mostram que essa fase da vida nem sempre é considerada tão boa. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a depressão atinge cerca de 13% da população entre os 60 e 64 anos. 

Se por um lado a aposentadoria pode ser o momento de colocar em prática planos que foram deixados de lado ao longo da vida, por outro, também é o período de enfrentar algumas perdas, como explica a psiquiatra do Hospital Ernesto Dornelles, Dra. Maria Otilia Cerveira. “É quando se encerra a trajetória profissional, os filhos casam e saem de casa e perdem-se muitos amigos e entes queridos, além de, na maioria dos casos, surgirem alguns problemas de saúde. Tantas perdas podem trazer uma carga emocional muito grande e é comum que os idosos fiquem deprimidos ao passarem por esses acontecimentos”.

Sintomas

A sensação de abandono familiar e o sentimento de inutilidade causado pelo término de algumas ocupações são as principais causas para a depressão em idosos. Entretanto, ela se manifesta de forma não-convencional e os sintomas de tristeza profunda, angústia e falta de prazer nas atividades podem ser menos aparentes. “Os familiares devem ficar atentos às mudanças no comportamento do idoso, principalmente às relacionadas com a perda de apetite, dificuldades para dormir ou insônia, dores físicas, problemas de memória ou outras alterações cognitivas, além do desejo de se isolar”.

A psiquiatra também ressalta que é necessário ter cuidado com a expressão “é coisa da idade”, pois esse argumento pode ser utilizado para disfarçar as manifestações da depressão. “Para o idoso talvez seja difícil reconhecer que precisa de ajuda e, para os familiares, pode ser duro enxergar que ele está depressivo”.

Auxílio profissional

Os sintomas da depressão podem piorar algumas doenças que acompanham o envelhecimento, como demências, diabetes e hipertensão. Por isso, quando ocorrerem episódios depressivos ou tentativas de suicídio, é necessário buscar o apoio de um profissional de psicologia ou psiquiatria. “Quanto antes a depressão for tratada, mais rápido o paciente terá a oportunidade de melhorar sua qualidade de vida e não comprometer sua saúde mental e física”.

Dra. Maria Otília ainda reforça que é preciso superar o “estigma” em relação ao suicídio, pois ele tende a atrapalhar a percepção da família de que o idoso está doente assim como comprometer o tratamento da equipe de saúde. “Temos que tratar esse assunto sem tabus, perguntando ao paciente com suspeita de depressão se ele tem vontade de morrer. E, ao ouvir uma resposta positiva, levar a sério a questão e buscar encontrar o melhor tratamento para ele”. 

Apoio familiar

A acolhida e o auxílio dos familiares são importantes no tratamento da depressão. Pequenas ações como o acompanhamento nas consultas médicas, estímulo à participação em eventos sociais e à realização de atividades em grupo ou na natureza são algumas formas de demonstrar ao idoso que ele não está sozinho. “Todas as pessoas precisam de afeto e motivação. Dar um abraço, conversar por algumas horas e, até mesmo, preparar a comida predileta são maneiras de demonstrar que a família se importa”.

A prática regular de exercício físico também colabora para a melhoria dos aspectos emocionais, além de possibilitar o alívio das dores que comprometem a locomoção. “Caminhadas, hidroginástica e pilates são as mais indicadas na terceira idade. Porém, é essencial entender o que o idoso gosta de fazer para ajudá-lo a encontrar algo que ocupe o seu dia e a sua mente de maneira positiva”.

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