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Setembro Amarelo: acolhimento e escuta

Conheça os sinais e veja como ajudar uma pessoa que está em grande sofrimento

10-09-2021

Cerca de 13 mil pessoas cometem suicídio, anualmente, no Brasil conforme os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Se por um lado muitas vidas são encerradas, por outro, milhares recebem ajuda e conseguem reverter a situação com o apoio de familiares, amigos e profissionais de psicologia e psiquiatria. 

A psicóloga Luana Teixeira, que atua no Serviço de Emergência do Hospital Ernesto Dornelles, expõe que o suicídio pode ser visto como um ato de desespero, um enorme pedido de ajuda de quem não suporta mais o sofrimento. “A intencionalidade suicida surge quando a pessoa chega ao seu ‘limite’ e não aguenta mais sentir tamanha dor e desconforto emocional. E, muitas vezes, ela tem dificuldade de pedir ajuda por medo do julgamento ou por vergonha de expor suas dores e fragilidades”. 

Intencionalidade suicida

A gravidade da intencionalidade ou pensamento suicida é determinada pela intensidade da motivação de tirar a própria vida em contraponto ao desejo de continuar vivendo. No fundo, a intenção é acabar com o sofrimento.

Esse conflito interno é acompanhado de angústia e ansiedade e, embora nem sempre seja claro, apresenta sinais externos do que está acontecendo. “Os familiares e amigos precisam estar atentos aos sintomas: isolamento, choro excessivo, mudanças abruptas de comportamento, alterações dos estados mentais (insônia, inquietação), entre outros. Principalmente, prestar atenção nos Ds: desesperança, dor psíquica, desespero, desamparo, depressão, dependência química e delírio”.

Como ajudar

Não é fácil lidar com situações de suicídio de amigos ou familiares. Entretanto, a psicóloga aconselha que, ao perceber que alguém está com intencionalidade suicida ou demonstrando grande sofrimento, é necessário escutar, sem julgar nem minimizar a situação, e procurar ajuda psicológica e/ou psiquiátrica. “Estar presente é o principal. A pessoa precisa saber que não está sozinha e sentir-se confortável para pedir ajuda”.  

Além disso, frases como “mas ele tem tudo na vida”, “isso é bobagem”, “ele só quer chamar atenção” devem ser evitadas, pois isolam ainda mais a pessoa em sofrimento. “Redobre a atenção se ela possuir histórico de tentativas prévias de tirar a vida, pois isso aumenta o risco. Em muitas situações, as pessoas possuem a intencionalidade, mas não concretizam o ato, pois têm a coragem de pedir ajuda. Neste momento, elas precisam encontrar amparo e acolhimento, não julgamento. Esteja presente e ajude a encontrar apoio especializado”.

Serviço de apoio CVV: 

O CVV - Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. 

Telefone: 188 

Campanha Setembro Amarelo

Desde 2014, é realizada a Campanha do Setembro Amarelo no Brasil com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados para prevenir e diminuir os casos de suicídio. O tema deste ano é “Agir salva vidas”.

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