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Cirurgia rara e complexa é realizada no Hospital Ernesto Dornelles

14-07-2021

Existe apenas o relato de mais um caso como este em todo o mundo: aneurisma de aorta toracoabdominal por degeneração micótica em decorrência de infecção bacteriana. Um procedimento desafiador, tecnicamente, que exigiu planejamento minucioso, exames e materiais específicos, estudos e entrosamento total entre as equipes.

O cirurgião vascular Dr. Tiago Blaya Martins, responsável pelo procedimento, explica: “A paciente de 60 anos apresentou quadro de aneurisma da aorta de alta complexidade. Foi uma dilatação da aorta por degeneração generalizada, extremamente rara”. O relato, inclusive, será publicado em breve em revista científica. 

O caso

Com treze anos de experiência, afirma o Dr. Tiago que é o primeiro caso que vê: fístula por diálise, formando um aneurisma micótico bacteriano. E que há apenas mais um relato na literatura médica. A cirurgia, realizada por cateter, resultou de decisão longamente estudada e amadurecida, após avaliação por muitos exames – de sangue, tomografias, angiotomografias, entre eles, análises e pesquisas extremamente detalhadas. “Era uma corrida contra o tempo. Precisávamos operar exatamente no momento certo: paciente clinicamente bem, quadro geral favorável, sem sinais de infecção ativa. Como toda cirurgia de grande porte, implicava em riscos, mas, como conversei com a família, risco também é não tentar”, considera o médico.

A preparação

A equipe fez todo um planejamento anterior, projetando a cirurgia passo a passo. Foi uma fase de três a quatro semanas de avaliações, inclusive preparando material específico: “Pesquisamos a prótese de aorta do tamanho exato, não poderia ser muito longa para evitar obstruir a circulação sanguínea do intestino, nem muito curta que não alcançaria a extensão desejada”. O procedimento de altíssima complexidade considerou, também, o crescimento do aneurisma: em apenas duas semanas, passou de três para cinco centímetros, o que poderia alterar todo o planejamento. 

A cirurgia

Com duração de quase cinco horas, envolveu equipes cirúrgicas, clínicas e de anestesistas, somando cerca de 15 especialistas que conheciam todo o detalhamento de cada passo. “Mesmo que a tomada de decisão fosse minha, todos sabiam exatamente o que fazer”, ressalta o Dr. Tiago. “Um procedimento deste porte requer bastante apoio e conhecimento. A aorta é a maior artéria do corpo, e temos que estar preparados para resolver todo tipo de problema que surgir.” 

O aprendizado

“Foi uma experiência muito exitosa, um aprendizado valioso desde os exames iniciais até a utilização de materiais e a interligação entre pré, trans e pós-operatório”, comemora o Dr. Tiago. “Foi um caso de múltiplos reflexos, que nos ensinou muito, pois uma cirurgia não é apenas o ato cirúrgico, mas todo um preparo e assistência antes e depois. O HED nos dá esse respaldo, e, certamente, a Instituição está mais que validada para procedimentos de altíssima complexidade”, conclui.

Esta matéria faz parte da edição de junho da Revista Saúde. Clique aqui e leia-a na íntegra.

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