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Nariz entupido: saiba o que é a congestão nasal

09-08-2018

Frio, vento, lugares fechados, umidade. Esses são alguns dos motivos que podem desencadear a congestão nasal, um problema que atinge grande parcela da população e causa entupimento das narinas que tanto incomoda. Mas você sabe o que é a congestão nasal? O nariz tem a função condicionadora das vias aéreas superiores, aquecendo o ar até chegar na traqueia. Ele filtra, através dos pelos na entrada nasal e, também, pelo atrito das estruturas internas do nariz, como septo e cornetos, expelindo as partículas aprisionadas pelo muco nasal. Ou seja, é um mecanismo de defesa das vias aéreas. De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Ernesto Dornelles, Luis Carlos Saldanha, o muco que causa a congestão nasal serve para proteger contra infecções locais. “Este muco contém imunoglobulinas que protegem das infecções. O nariz ainda tem a função olfativa e colaboradora da fonação. Conclui-se que respirar é uma função fisiológica tão importante que o mínimo obstáculo, a congestão, provoca enorme desconforto”, explica.

Para quem sofre deste problema, é importante buscar auxílio médico para aliviar os sintomas ou mesmo, curá-los. O otorrino esclarece que o tratamento basicamente implica no conhecimento da causa da obstrução. “Em casos agudos e simples, podemos fazer uma lavagem/irrigação com gotas nasais ou mesmo o uso de descongestionantes. Nos processos duradouros, precisamos avaliar a possibilidade de alergia ou mesmo uma intervenção cirúrgica para corrigir alterações anatômicas, principalmente de septos e cornetos”, orienta.

Porém, é importante ficar atento para o uso excessivo dos descongestionantes, pois eles podem alterar o funcionamento nasal. Segundo Saldanha, dependendo da temperatura externa, o nariz atua de determinada maneira, visando o aquecimento do ar. “E quando fazemos o uso das gotas nasais, contendo vasoconstritores, de modo prolongado (acima de 7 dias de tratamento), essa substância suspende este controle das fibras nervosas nasais, além disso pode provocar sangramento e, até, atrofia da mucosa”, alerta. Portanto é necessário que se preste atenção nos descongestionantes, uma vez que eles acarretam alteração da regulação nervosa nasal, fazendo com que o paciente utilize cada vez mais e num menor intervalo de tempo. “Além disso, podem alterar a pressão arterial, frequência cardíaca, sensibilidade olfatória e retenção urinária. Chegando a originar um quadro que denominamos rinite medicamentosa”, complementa.

Deste modo, cabe salientar que uma congestão nasal que perdure por mais de 7 dias deve ser avaliada por um especialista, para que seja realizado um exame adequado. “É essencial que se estabeleça um diagnóstico e tratamento correto visando descartar outras doenças como, por exemplo, tumores nasais”, finaliza.

Fonte: Luis Carlos Saldanha, otorrinolaringologista, CRM 10460

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