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É asma ou bronquite? Especialista esclarece alguns mitos sobre a doença

02-04-2018

Na maioria das vezes, quando as pessoas falam em asma ou bronquite, elas se referem a mesma doença, caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas e que reverte parcial ou totalmente com o tratamento adequado.

Em outras palavras, o espaço que o ar tem para entrar ou sair dos pulmões é mais estreito do que deveria ser, dificultando o seu fluxo. Esse espaço aumenta quando o paciente é adequadamente tratado, facilitando a respiração. Se o paciente não tem o diagnóstico feito e, consequentemente, não é tratado, essa reversão não mais é possível, o que chamamos de remodelamento (as vias aéreas endurecem fechadas).

É uma doença caracteristicamente de crianças e adultos jovens, mas afeta todas as idades e, seu início em adultos ou idosos, não é infrequente, mesmo que não tenham apresentado a doença quando novos.

Confira a diferença entre asma brônquica e outras condições:

Bronquite aguda: infecção respiratória aguda, caracterizada por tosse e escarro, com duração de até três semanas e que se assemelha ao resfriado comum. 

Bronquite crônica: tosse produtiva com escarro diária, com duração de três meses, por pelo menos dois anos consecutivos, desde que não seja causada por outras causas respiratórias ou até mesmo cardíacas. Os portadores desta doença geralmente têm exposição a fumaça do cigarro ou cachimbo.

A asma da infância ou adolescência, tem como fatores de risco a predisposição genética, alergias de pele, rinite, eczema, urbanização, infecções virais na infância, medicamentos, determinados alimentos e tabagismo materno.

Já na de início tardio, é o resultado de uma interação complexa de genes e ambiente, exposições na infância (tipo infecções, tabagismo), obesidade, depressão, fatores ambientais (onde vive/mora) e ocupacionais (onde trabalha).

As principais manifestações da asma são: falta de ar, cansaço, chiado no peito, tosse e aperto atrás do peito, que variam ao longo do tempo em frequência e intensidade. Esses sintomas podem ser precipitados por ácaros, mofos, infecções respiratórias, irritantes (fumaça, cheiros fortes, poluentes) e comorbidades (rinite, rinossinusite, doença do refluxo gastroesofágico, obesidade, eczema, depressão, etc.).

Pessoas com essas manifestações clínicas devem procurar consulta com um pneumologista, pois o tratamento precoce pode ajudar a controlar os sintomas e prevenir ou minimizar desfechos desfavoráveis, com melhora da qualidade de vida e sobrevida do paciente. 

Fonte: Dr. Cláudio Augusto Garcia Thaddeu, pneumologista do Hospital Ernesto Dornelles. CRM: 20364.

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