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Síndrome de Down não é doença!

05-03-2018

Cada célula do nosso corpo tem um núcleo que armazena o material genético sob a forma de genes, responsáveis por todas as nossas características e peculiaridades. Esses genes estão agrupados ao longo de estruturas chamadas de cromossomos, que totalizam 46 em cada célula, sendo a metade herdada do pai e a outra da mãe.

A síndrome de Down (ou trissomia 21), que representa 1 em cada 700 nascimentos no Brasil, ocorre quando um indivíduo tem uma cópia parcial ou completa do cromossomo 21 no momento da fecundação. Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais. Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47.

Entre as características mais comuns, podemos citar os olhos amendoados, maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças, hipotonia muscular e deficiência intelectual. Em geral, essas crianças são menores em tamanho e seu desenvolvimento físico e mental são mais lentos do que o de outras crianças da sua idade.

Segundo o médico Miguel Muratore, neurologista do HED, a causa ainda é desconhecida, sendo a idade da mãe o único fator relacionado a um aumento nas chances de um bebê nascer com Down. Mulheres com mais de 35 anos tem 1 em 350 chances de terem filhos com a síndrome, com 40 anos as chances aumentam para 1 em 100 e com 45 anos 1 em 30.

Aconselhamentos genéticos tem se tornado cada vez mais importante. Novos avanços no estágio do pré-natal têm sido capazes de detectar no sangue da mãe material oriundo do feto e então submetido a análise.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down, além de não ser uma doença, e sim uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. 

Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma.

Fonte interna: Dr. Miguel Domingos Muratore, neurologista do Hospital Ernesto Dornelles. CRM: 4420.

Fonte externa: Movimento Down, filiada à Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

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