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Pesquisa científica na medicina promove novas medicações, tratamentos mais eficazes e maior qualidade de vida aos pacientes

17-07-2020 à 31-12-1969

A procura por uma vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem mobilizado o mundo científico e demonstrado para a sociedade a importância da pesquisa clínica para o avanço da medicina. O Hospital Ernesto Dornelles possui um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Assistencial (CPDA) que tem a missão de disponibilizar infraestrutura e assessoria ética e metodológica para o desenvolvimento e condução de estudos clínicos.

O CPDA atua nas áreas de pesquisas de novos medicamentos, dispositivos e insumos que salvam vidas. Fundado em 2012, o Centro, idealizado pelo médico Dr. Airton Bagatini, tem a coordenação da enfermeira Emiliana Costa e o auxílio do biomédico Tobias Milbradt, do enfermeiro Igor Terra e do secretário executivo, Daniel Monteiro. Conforme a coordenadora, “o modelo adotado na condução dos estudos transformou o HED em um dos hospitais destaques no campo de pesquisas clínicas no Rio Grande do Sul e é referência no Brasil”. 

Atualmente, apesar das restrições implementadas pela Covid-19, que paralisou diversos estudos, estão sendo desenvolvidas quatro pesquisas para a criação de novos medicamentos na Instituição: voltada a doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn e colite ulcerativa) e para os tratamentos de infecção por clostridium difficile, dermatite atópica severa e fibrose pulmonar idiopática.

Os médicos pesquisadores do CPDA, Dr. Felipe Mazzoleni, gastroenterologista, e Dr. Gabriel dos Anjos, oncologista, que estão à frente de diversas pesquisas clínicas no HED esclarecem a importância dos estudos para a melhora dos tratamentos e da qualidade de vida dos pacientes.

Para o Dr. Felipe Mazzoleni, a “pesquisa científica está presente tanto na prática médica, auxiliando a ditar condutas no dia a dia dos médicos, quanto na criação e desenvolvimento de novas medicações e na utilização mais adequada das mesmas, possibilitando que os pacientes vivam mais e melhor e com maior qualidade de vida”. O médico explica que o seu interesse pela área iniciou nos primeiros anos da faculdade, quando ouviu pela primeira vez sobre a medicina baseada em evidências (MBE), que, como ele mesmo define “utiliza provas científicas existentes e disponíveis para a aplicação de seus resultados visando, sempre, o melhor cuidado dos pacientes”. 

Recentemente, o grupo do CPDA do qual o Dr. Mazzoleni faz parte, participou da pesquisa de uma medicação inovadora para a Hepatite C que hoje está disponível no protocolo de tratamento da doença do Brasil. “Como pesquisador, é extremamente gratificante poder participar de todo o processo de avaliação de uma medicação, da sua eficácia e segurança, até a mesma poder ser utilizada nos pacientes. Por isso, para mim, atualmente, não é possível pensar em prática médica sem pensar em pesquisa científica. Considero um bom médico aquele que, além de possuir conhecimento e empatia, oferece aos seus pacientes o que existe de mais atualizado em medicina baseada em evidências”.

Assim como o colega de profissão, o Coordenador do Serviço de Oncologia do HED, Dr. Gabriel dos Anjos, também atua nesta área. O oncologista coloca que  “quem se aprofunda no campo da pesquisa clínica percebe como ele é fascinante e complexo”. Segundo o médico, é através do “método científico que é possível isolar os elementos e concluir com segurança o que é a causa de uma doença do que é apenas uma coincidência ou fator de confusão”. 

Falando especificamente do combate ao câncer, Dr. Gabriel sinaliza que, hoje, há milhares de estudos em todo o mundo sendo realizados para identificar o que pode ajudar a curar ou estabilizar esta doença. “Nós avançamos muito e cada vez mais rápido no entendimento e em como realizar o melhor tratamento. Recentemente na oncologia, foi desenvolvida uma nova classe de medicações utilizando a imunoterapia, um tratamento que mobiliza o sistema imunológico para que ele próprio combata o câncer”. No Centro de Pesquisa do HED,  as principais linhas de estudo envolvem este tipo de tratamento e as terapias específicas para pacientes com determinadas mutações genéticas que aumentam o risco de câncer.

“Tenho muito orgulho da equipe que trabalha com pesquisa no Hospital Ernesto Dornelles e que vem se empenhando para que tenhamos acesso ao que de melhor a ciência pode nos oferecer hoje. A pesquisa clínica é um importante meio de oferecer novas oportunidades de tratamento para nossos pacientes e nossa comunidade, além de facilitar o acesso aos remédios mais promissores”, finaliza.

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