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Conheça mais sobre a esclerose múltipla: uma doença autoimune, neurológica e crônica

08-06-2020 à 31-12-1969

A esclerose múltipla se manifesta, na maioria dos casos, em pessoas na faixa etária dos 20 aos 40 anos de idade, sendo predominantemente mulheres. É uma doença neurológica, crônica e autoimune, que provoca lesões cerebrais e medulares. Não tem cura e os tratamentos têm o objetivo de desacelerar a sua progressão. 

Embora a causa da esclerose múltipla ainda não seja conhecida, o neurocirurgião do Hospital Ernesto Dornelles, Dr. Miguel Muratore, explica como ela atinge o organismo. “Por ser uma doença inflamatória mediada imunologicamente, ela ataca o sistema nervoso central, destruindo os axônios (parte do neurônio responsável por conduzir os impulsos elétricos) e a mielina (membrana que os envolve). Isto produz significativas desabilidades físicas dentro de um período de 20 a 25 anos do início da doença, em aproximadamente 30% dos pacientes”.

A esclerose múltipla é acompanhada por surtos que são “episódios sintomáticos que ocorrem com intervalos de meses ou anos, afetando diferentes locais do corpo”, expõe o neurologista. Segundo o médico, esses surtos podem gerar muitos prejuízos ao sistema nervoso, dependendo do tipo da doença e em que fase ela está. “Perdas sensitivas, sintomas motores medulares, como perda de força, câimbras, e sinais autonômicos como alteração sexual, da bexiga e intestinais. Além de neuralgia do trigêmeo (dor crônica que afeta o nervo trigêmeo do rosto), alteração visual, intolerância ao calor e depressão”.

A esclerose múltipla pode ser classificada em três tipos: remitente recorrente, secundária progressiva e primária progressiva. A primeira é a forma mais comum da doença, diagnosticada em cerca de 85% dos casos, e consiste em períodos de surtos seguidos de recuperação. Eventualmente, a remitente recorrente evolui para a secundária progressiva, quando a deficiência do corpo vai se tornando mais grave ao longo do tempo. Por fim, a mais debilitante das formas de esclerose múltipla é a primária progressiva, marcada pelo agravamento constante dos sintomas. 

A doença é detectada através de diagnóstico médico e da realização de exames de líquor, sangue, neurofisiologia e ressonância magnética. Por ser autoimune, a esclerose múltipla é tratada basicamente com o uso de remédios. “O tratamento pode ser realizado com terapia imunomoduladora, uso do medicamento Metilprednisolona (que pode inibir uma exacerbação), filtragem do plasma sanguíneo (usado nos casos mais severos) e a utilização de corticóides. Também podem ser usadas as medicações Interferons, Ciclofosfamida e Mitoxantrone”.

Se perceber alguma alteração neurológica, procure um médico para diagnosticar o problema. O tratamento da esclerose múltipla pode proporcionar mais qualidade de vida e diminuir a progressão da doença.

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