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HPV é o principal fator de risco para o Câncer no útero

Estima-se que 80% da população terá contato com o vírus ao longo da vida

07-02-2016

O câncer de colo uterino é um câncer muito prevalente com mais de 500 mil casos novos por ano no mundo e, no Brasil, são esperados mais de 16000 novos casos em 2016. Em outras palavras, são esperados 16 casos a cada 100 mil mulheres neste ano. Este é um câncer raro em mulheres até os 30 anos e é o quarto mais incidente no Rio Grande do Sul.

O principal fator de risco conhecido é uma infecção muito comum, causada pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano). Estima-se que 80% da população terá contato com o vírus ao longo da vida e, na grande maioria das vezes, a infecção é curada de forma espontânea entre 6 meses e dois anos. Nos poucos casos onde a infecção persiste pode ocorrer o surgimento de lesões precursoras de câncer como a lesão Intraepitelial Escamosa de alto grau e o Adenocarcinoma In Situ que, quando não tratadas, podem resultar em câncer.

Conhecer o modo como a doença se desenvolve é o aspecto mais importante da prevenção do câncer, já que um dos principais fatores de risco, o HPV, está associado a relações sexuais sem proteção. Deste modo, a informação sobre os fatores de risco, trazida de forma clara e consistente é um dos pilares nas políticas de prevenção.
O método de rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil é o exame preventivo citopatológico (exame de Papanicolau), que deve ser oferecido às mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual. A rotina de acompanhamento recomendada para o rastreamento no Brasil é a repetição do exame a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano. 

Além da informação, o Ministério da Saúde implementou em 2014 a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos de idade. A meta é vacinar 80% da população visando a redução da incidência da doença nas próximas décadas. Assim, o esclarecimento, o uso da vacina e o exame preventivo somam-se como medidas para prevenção e erradicação deste câncer.

Hoje, todas as ações e o desenvolvimento de novas tecnologias para prevenção do câncer de colo uterino ficam baseadas em torno de informação, vacinação, acesso ao diagnóstico e tratamento, controle de qualidade das políticas públicas e constante atualização. Desde modo, esperamos ver esta doença, que é grave, mas completamente prevenível, desaparecer do nosso dia a dia.


Dr. Gabriel Marques dos Anjos, Cancerologista
CRM 30903

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